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A Grande Onda de Kanagawa

Katsushika Hokusai

A Grande Onda de Kanagawa

Katsushika Hokusai
  • Data: 1831
  • Estilo: Ukiyo-e
  • Séries: Thirty-six views of Mount Fuji
  • Gênero: Arte marinha
  • Mídia: woodcut
  • Dimensões: 37,8 x 25,7 cm
  • Ordem A Grande Onda de Kanagawa Reprodução da pintura a óleo
    Ordem
    de reprodução

A Grande Onda de Kanagawa (em japonês: 神奈川沖浪裏, Kanagawa oki nami ura), mais conhecida simplesmente como A Onda é uma famosa xilogravura do mestre japonês Hokusai, especialista em ukiyo-e. Foi publicada em 1830 ou 1831 (no período Edo) na série de ukiyo-e 36 vistas do monte Fuji, sendo a obra mais conhecida do artista. Nesta gravura observa-se uma enorme onda que ameaça um barco de pescadores, na província de Kanagawa, estando o monte Fuji visível ao fundo. Apesar da sua dimensão, esta onda pode não retratar um tsunami, mas uma onda normal criada pelo efeito do vento e das marés. Como os outros trabalhos da série, é retratada uma área em redor do monte Fuji, sob circunstâncias bem definidas.

Esta xilogravura é a obra mais conhecida de Hokusai e a primeira da sua famosa série Fugaku sanjūrokkei (富嶽三十六景, Fugaku sanjūrokkei? "Trinta e seis vistas do monte Fuji"), além de ser a xilogravura mais famosa do seu gênero bem como uma das imagens mais conhecidas no mundo. Do molde usado foram realizados vários milhares de cópias, muitas das quais chegaram às mãos de colecionadores europeus. A partir da década de 1870 a xilogravura tornou-se popular entre artistas e colecionadores franceses.

Vários museus conservam exemplares da obra, como o Museu Guimet, o Museu Metropolitano de Arte, o Museu Britânico, ou até mesmo a Biblioteca Nacional da França, geralmente provenientes de coleções privadas do século XIX de xilogravuras japonesas.

O ukiyo-e (浮世絵, ukiyo-e? literalmente, "pinturas do mundo flutuante") é uma técnica de xilogravura japonesa, muito popular durante o período Edo da história do Japão. A técnica de gravura, a partir de pranchas de madeira, foi introduzida no Japão no século VIII procedente da China e foi empregue a partir desse momento nomeadamente na ilustração de textos budistas. A partir do século XVII, esta técnica foi usada para ilustrar poemas e romanceiros. Nesta época surgiu propriamente o estilo do ukiyo-e, o qual refletia a vida e interesses dos estratos mais baixos da sociedade: mercadores, artistas e ronins, que estavam desenvolvendo a sua própria arte e literatura em zonas urbanas como Edo (atual Tóquio), Osaca e Sakai, num movimento conhecido posteriormente como ukiyo, o mundo flutuante. Foi o romancista Assai Ryōi que, em 1661, definiu o movimento no seu livro Ukiyo-monogatari:

Graças a movimentos como a literatura ukiyo e as gravuras, os cidadãos começaram a ter mais contato com os movimentos artísticos. Por volta da metade do século XVII, os artistas começaram a refletir o ocorrido nos distritos de prazer, o cabúqui, festivais e viagens. Estas últimas deram nascimento a guias turísticos que descreviam o mais destacado tanto das cidades como do campo.

Por volta de 1670, surgiu o primeiro dos grandes mestres do ukiyo-e, Hishikawa Moronobu. Este artista começou a reproduzir gravuras de uma lâmina, nas quais representava flores, pássaros, figuras femininas e cenas eróticas, do tipo conhecido como shunga. Este tipo de gravuras eram realizadas a preto sobre papel branco, e o artista posteriormente devia acrescentar à mão as diferentes cores. No fim do século XVIII, desenvolveram-se as técnicas necessárias para a impressão de desenhos polícromos, conhecidos como nishiki-e.

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