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O Jardim das Delícias Terrenas

Hieronymus Bosch

O Jardim das Delícias Terrenas

Hieronymus Bosch
  • Data: 1510 - 1515
  • Estilo: Renascimento nórdico
  • Séries: The Garden of Earthly Delights
  • Gênero: pintura religiosa
  • Mídia: oil, panel
  • Dimensões: 220 x 389 cm
  • Ordem O Jardim das Delícias Terrenas Reprodução da pintura a óleo
    Ordem
    de reprodução

O Jardim das Delícias Terrenas é um tríptico de Hieronymus Bosch, que descreve a história do Mundo a partir da criação, apresentando o paraíso terrestre e o Inferno nas asas laterais. Ao centro aparece um Bosch que celebra os prazeres da carne, com participantes desinibidos, sem sentimento de culpa. A obra expõe ainda símbolos e atividades sexuais com vividez. Especula-se sobre seus financiadores, que poderiam ser adeptos do amor livre, já que parece improvável que alguma igreja tradicional a tenha encomendado.

Ligada à "utopia" por um lado, mas representando o lugar da vida humana por outro, Bosch revela uma atualidade do seu tempo, dado que essa vida está entre o paraíso e o inferno como se conta no Génesis. O tríptico, quando fechado, tem uma citação transcrita desse livro "Ele mesmo ordenou e tudo foi criado". Entre o bem e o mal está o pecado, preposição cristã. No jardim, painel central, estão representações da luxúria, mensagem de fragilidade nas envolvências do vidro e das flores, refletem um carácter efémero da vida, passagem etérea do gozo, do prazer.

Enquanto "utopia", porque transcreve de modo imaginário na imagem um "real", que mais se aproxima do surreal, e representa, mesmo que toda a sociedade e a cultura ocidental esteja marcada por essa estrutura, uma história “utópica” do seu tempo. Entre um “bem” e um “mal” está a vida e o pecado, de certo foi aplicado, mas no início seria apenas uma projeção.

Como o restante das obras de Bosch, carece de datação unânime entre os especialistas, sendo esta uma das de mais enfrentadas posições, pois enquanto uns a consideram juvenil, outros dizem que é obra de maturidade. Baldass e outros a situam na época juvenil de Bosch (1485). Cinotti a situa por volta de 1503. Outras fontes a situam por volta de 1510. Tolnay e Larsen situam-na afinal da atividade de Bosch (1514–1515). As análises dendrocronológicos datam-na depois de 1466. O catálogo da exposição sobre o artista celebrada em Roterdã em 2001 assinala a data entre 1480 e 1490.

A partir de Gibson e até a atualidade (Hans Belting, 2002) conjeturou-se que fora realizada para Henrique III de Nassau. Os primeiros possuidores da obra foram, pois, os membros da casa de Nassau, em cujo palácio de Bruxelas pôde ver o quadro o primeiro biógrafo de Bosch, Antônio de Beatis, personagem que viajava no séquito do cardeal de Aragão, em 1517. Sua descrição não deixa lugar a dúvidas de que se encontra frente ao famoso trítico: «Depois há algumas tábuas com diversas bizarrias, onde se imitam mares, céus, florestas e campos e muitas outras coisas, uns que saem de uma concha marinha, outros que defecam grous, homens e mulheres, brancos e pretos em atos e maneiras diferentes, pássaros, animais de todas as classes e realizados com muito naturalismo, coisas tão prazenteiras e fantásticas que em jeito algum se poderiam descrever àqueles que não as tiverem visto».

Foi herdado pelo seu filho René de Châlon e depois pelo sobrinho de Henrique, Guilherme de Orange, líder da rebelião holandesa contra a coroa dos Habsburgo. Foi confiscado pelo duque de Alba, incluindo-se no inventário redigido com tal motivo a 20 de Janeiro de 1568. O duque deixou os quadros a D. Fernando, seu filho natural e prior da ordem de São João.

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