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As Tentações de Santo Antão (detalhe)

Hieronymus Bosch

As Tentações de Santo Antão (detalhe)

Hieronymus Bosch
  • Data: 1505 - 1506
  • Estilo: Renascimento nórdico
  • Séries: The Temptation of St. Anthony
  • Gênero: pintura religiosa
  • Dimensões: 131,5 x 238 cm
  • Ordem As Tentações de Santo Antão (detalhe) Reprodução da pintura a óleo
    Ordem
    de reprodução

A série de triplítico detalha a tentação sobrenatural de Santo Antão durante a sua estadia no Egito, um tema que foi também tratado por outros artistas como: Martin Schongauer, Mathias Gruenewald, Salvador Dali e Gustave Flaubert. O simbolismo nas pinturas simboza a história que descreve Santo Antão resistindo a diferentes tipos de pecado, em toda a série de pinturas. As imagens fantásticas são do estilo obscuro de Bosch e são cheias de duendes, monstros e criaturas disformes. Este triplítico é frequentemente considerado como um dos melhores trabalhos de Bosch e pelos menos três cópias foram reproduzidas, todas elas sendo imitações do original; pensava-se que uma delas fosse realmente o original.

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As Tentações de Santo Antão é um tríptico do pintor holandês Hieronymus Bosch que terá sido pintado entre 1495 e 1500. Está em exposição em Lisboa no Museu Nacional de Arte Antiga, a partir do antigo palácio real das Necessidades, desconhecem-se as circunstâncias da chegada da obra a Portugal, não sendo certo que tenha feito parte da colecção do humanista Damião de Góis, como algumas vezes é referido.


Pintura a óleo sobre madeira, 141.5 x 119 cm (painel central), 131,5 x 53 cm (cada painel lateral)


O retábulo original encontra-se, presentemente, no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, Portugal.
Existem várias cópias e versões, nomeadamente na National Gallery of Canada em Ottawa, no Museu do Prado em Madrid e na Barnes Foundation em Filadélfia. Um possível estudo preparatório para o painel central encontra-se conservado no Museu de Arte de São Paulo.


Nos painéis exteriores são apresentadas duas cenas da Paixão de Cristo: no painel esquerdo, a Prisão de Cristo com Judas e São Pedro em primeiro plano, no painel direito, Cristo a caminho do Calvário com Santa Verónica ajoelhada a seus pés.


Também chamado "ascensão e queda de Santo Antão", este painel corresponde ao primeiro momento das tentações. Assim, na parte superior da imagem o Santo é levado pelos céus por demónios. Num segundo momento Santo Antão é amparado por dois religiosos e por um leigo, vestido de vermelho escuro. Sob a ponte de madeira, três monstros lêem uma carta enquanto outra figura que patina no gelo se prepara para lhes entregar outra. Mais à frente vemos um conjunto de figuras demoníacas, em trajes de religiosos, que caminham para uma construção cuja entrada é feita com o corpo de um homem ajoelhado, simbolizando um prostíbulo.


Conhecido como "a meditação de Santo Antão", este painel apresenta uma mulher banhando-se, nua, junto a um tronco de árvore coberto de um manto vermelho, tentando aliciar o Santo. Este desvia o olhar para a esquerda, onde depara com um grupo de estranhos seres que o tentam aliciar com comida e bebida. No topo, repete-se a imagem dos demónios voadores levando estranhos passageiros. Em segundo plano, vemos uma cena de batalha e uma figura com uma espada que enfrenta um dos monstros.


O centro da imagem é preenchido por um templo cilíndrico, em ruínas, que é o único espaço do quadro que não é invadido por demónios. As paredes do templo são decoradas com imagens alusivas ao Antigo Testamento. No interior, junto a um altar a figura de Cristo faz um gesto de bênção, repetido pelo próprio Santo que olha na direcção do espectador. Em fundo, ardem aldeias. O restante espaço é preenchido com seres fantásticos, a maioria híbridos, parte homens, parte animais.


Santo Antão é considerado o fundador do monaquismo cristão, por ter renunciado aos bens materiais para viver no deserto, em pura contemplação, tornando-se um poderoso símbolo de renúncia ao mundo e ao pecado. As Tentações de Santo Antão apresentam-nos um mundo dominado por forças demoníacas, entregue ao pecado e à culpa. Perante esta visão pessimista e angustiada a única esperança está em Cristo - a figura no centro do quadro. Só pela força da renúncia, amparado pela fé, pode o homem libertar-se dos demónios que o atormentam.

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