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O Enterro do Conde de Orgaz

El Greco

O Enterro do Conde de Orgaz

El Greco
  • Título Original: El entierro del Conde de Orgaz
  • Data: 1587; Spain  
  • Estilo: Mannerism (Late Renaissance)
  • Período: Spanish period
  • Gênero: pintura religiosa
  • Mídia: oil, canvas
  • Dimensões: 480 x 360 cm
  • Ordem O Enterro do Conde de Orgaz Reprodução da pintura a óleo
    Ordem
    de reprodução

O enterro do Conde Orgaz (em espanhol El entierro del Conde de Orgaz), obra fundamental de El Greco (1541-1614), encontra-se na igreja de São Tomé, Toledo, na Espanha.

Gonzalo Ruiz de Toledo era senhor de Orgaz, pois a vila de Orgaz não foi condado até 1522. Foi um homem piedoso e benfeitor da paróquia de São Tomé, sendo a igreja reedificada e ampliada em 1300 às suas expensas.

Ao falecer, em 9 de dezembro de 1323 (outras fontes, em 1312) deixou no seu testamento uma exigência que deviam cumprir os vizinhos da vila de Orgaz:

Passados mais de 200 anos, em 1564, o pároco da igreja de Santo Tomé, Andrés Núñez de Madrid, advertiu o descumprimento por parte dos habitantes da localidade toledana a continuarem entregando os bens estipulados no testamento do seu Senhor e reclamou frente da chancelaria de Valladolid.

Aquando por fim ganhou o pleito, em 1569, e recebeu o retido (soma considerável pelos muitos anos não pagos), quis perpetuar para as gerações vindouras o conde, Senhor da vila de Orgaz encomendando o epitáfio em latim que se encontra aos pés do quadro, na que além do pleito empreendido pelo pároco relata o acontecimento prodigioso que aconteceu durante o enterro do Senhor de Orgaz, dois séculos antes.

Esta tradição que existia em Toledo narra que em 1327, quando se transladaram os restos do Senhor de Orgaz desde o convento dos agostinhos –próximo a São João dos Reis- à paróquia de Santo Tomé, o mesmo Santo Agostinho e Santo Estevão desceram do céu para colocar com as suas próprias mãos o corpo na sepultura, enquanto os admirados assistentes escutavam uma voz que dizia “Tal galardão recebe quem a Deus e aos seus santos serve”.

Para presidir a capela mortuária do Senhor de Orgaz, D. Andrés Núñez de Madrid, encarregou o trabalho a um pintor freguês, que naquele tempo vivia, de aluguer, a poucos metros dali, nas casas do Marquês de Villena.

A 15 de março de 1586 assinou-se o acordo entre o pároco, o seu mordomo e El Greco no que se fixava de jeito preciso a iconografia da zona inferior da tela, que seria de grandes proporções. Pontualizava-se da seguinte maneira :

.

O pagamento far-se-ia após uma taxação, tendo recebido cem ducados de sinal, devendo acabá-lo por volta do Natal desse mesmo ano.

O trabalho alongou-se até finais de 1587 provavelmente para o aniversário do milagre e a festa de São Tomé. Numa primeira taxação, El Greco avaliou a sua obra em 1200 ducados, “sem a guarnição e o adorno” quantidade que pareceu excessiva ao bom e prático pároco (comparado com os 318 do “Espólio” e os 800 do “São Maurício” de El Escorial). Reclamou o pároco e visou a renegociar a rebaixa e dois novos pintores re-taxaram o enorme quadro em 1700 ducados. Frente do novo desastre, recorreram cura e mordomo, e o Conselho Arcebispal decidiu retornar ao primeiro preço. El Greco sentiu-se então agravado e ameaçou com apelar para o Papa e para a Santa Sé, mas aveio-se por causa das previsíveis dilações e custos processais; a 30 de maio de 1588, o conselho aceitou a renúncia do pintor a apelar e resolveu que a paróquia lhe abonasse os 1200 ducados, concertando-se a 20 de junho ambas as partes e saldando a dívida em 1590.

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