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José de Ribera

José de Ribera (Lo Spagnoletto)

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José de Ribera (Xàtiva, 12 de Janeiro de 1591 – Nápoles, 1652); pintor tenebrista espanhol do século XVII, também conhecido como Giusepe de Ribera ou com o nome italianizado de: Giuseppe Ribera. Foi apelidado pelos seus contemporâneos como Lo Spagnoletto, «el espanholito», por ser de baixa estatura e porque reivindicava as suas origens assinando como «Jusepe de Ribera, espanhol» o «setabense» (de Játiva). Ribera é um pintor destacado da Escola Espanhola, embora a sua obra se tenha integralmente realizado em Itália não se conhecendo de facto exemplos seguros dos seus inícios em Espanha.

Crê-se que José de Ribera iniciou a sua aprendizagem com Francisco Ribalta, que tinha uma oficina muito frequentada. Não se conhecendo obras deste período da sua vida, é difícil de comprovar esse facto.

Ribera decidiu partir para Itália e seguir as pisadas de Caravaggio. Assim iniciou a sua viagem, pelos seus 17 anos, primeiro em direcção ao Norte, a Cremona, Milão e a Parma, para logo depois se dirigir a Roma, onde o artista tomou conhecimento tanto com a pintura classicista de Reni e de Ludovico Carracci como com o áspero tenebrismo que estava a ser praticado pelos caravagistas holandeses residentes naquela cidade.

Finalmente, Ribera decidiu instalar-se em Nápoles, seguindo a intuição de que era ali que mais facilmente poderia encontrar encomendas para trabalhos seus. No Verão de 1616 foi naquela famosa metrópole situada à beira do Vesúvio que desembarcou o artista. De pronto se instalou em casa do velho pintor Giovanni Bernardino Azzolini, artista que não era então muito conhecido, a quem é atribuída uma obra existente na Igreja de Sant'Antonio al Seggio em Aversa: A coroação da Virgem entre Santo André e São Pedro. Apenas três meses depois Ribera contraiu matrimínio com a filha de Azzolini, que tinha a idade de dezasseis anos.

Tinha terminado a sua viagem e dava então início à sua rápida ascensão artística. Em poucos anos, José de Ribera, que foi chamado lo Spagnoletto, adquiriu fama em toda a Europa graças, sobretudo, aos seus trabalhos de gravura; sabendo-se que até mesmo Rembrandt os coleccionava.

A prática do dramatismo de Caravaggio foi o seu ponto forte. Deu início a uma intensa produção que o manteve distanciado da sua Espanha, aonde nunca regressou, embora se sentisse unido ao seu país de origem dado que Nápoles foi um vice-reino do Império Espanhol e ponto de encontro entre duas culturas de vocação figurativa, a ibérica e a italiana. Conta-se que quando perguntaram a Ribera qual era a razão porque não regressava ao seu país, teria respondido que: “Sinto-me admirado e bem pago em Nápoles, pelo que sigo o tão conhecido adágio de que quem está bem, não muda». E explicou : «O meu grande desejo é regressar, mas houve homens de sabedoria que me disseram que em Espanha se perde o respeito pelos artistas que lá se encontram presentes, por ser pátria amantíssima de forasteiros e madrasta cruel para seus filhos».

O apoio dos vice-reis e de outras autoridades de origem espanhola explicam o facto de que as suas obras tenham chegado em abundância à Península Ibérica; actualmente o Museu do Prado possui mais de quarenta quadros seus. Já em vida era famoso na sua terra natal e a prova disso é que Velázquez o visitou em Nápoles em 1630.

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