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Luís Dourdil

Luis César Pena Dourdil Dinis

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Luis César Pena Dourdil Dinis, conhecido como Luis Dourdil nasceu em Coimbra, na Rua do Guedes, freguesia da Sé Velha, em 8 de Novembro de 1914 e faleceu em Lisboa em 1989.(Coimbra, 8 de Novembro de 1914 - Lisboa, 1989) foi um pintor, artista gráfico, desenhador e muralista autodidacta portuguêsÉ na adolescência que Luís Dourdil inicia o seu trajecto plástico, sobretudo no desenho. Até aos 30 anos o desenho é a sua matriz – núcleo imaginativo das coisas e dos seres. A sua temática abrange as gentes anónimas do meio urbano, gentes da ribeira, gentes de Alfama, trabalhadores a preto e branco. O mundo dos humanos constitui o seu apelo.Nos anos 40, visita várias cidades da Europa e a sua visão emerge, plena de síntese, de acordo coma sua própria concepção plástica.Nos anos 50, época da maturidade, o pintor capta, definitivamente, os alicerces estruturais e estéticos do seu edifício plástico. O trabalho das tintas moldadas por um tratamento abstractizante  expande-se em manchas, em toques, em planos e breves contrastes, na conjugação discreta mas sólida do mundo já visto e indiscutivelmente de novo dado a ver como facto redescoberto. A suavidade da cor, as sombras, as névoas, as geometrias cénicas.  Antonio Sem In O Século, 2 Fev. 1989

Luis iniciou sua carreia no figurativismo, e evoluiu depois para representações que o combinam com o abstraccionismo.

"Eu creio que Dourdil andou por estes meandros da "secção de ouro" e da porta da harmonia...Desde a monumentalíssima e tão belamente ritmada composição, executada a têmpera na grande tradição do "fresco", (Café Império),até as pinturas bem menores ou simples desenhos, Dourdil foi ritualizando como uma espécie de "promenade" do espectáculo da vida com seres do acaso,"motards",jovens apaixonados,vagabundos,vultos; ou o outro lado da vida,a inteireza de um corpo de peixeira na sua ortogonalidade sensual, diálogos sussurrados, de vendedeiras de mercado, belas como estátuas(...)"

Fernando Azevedo Março de 2001 In Luis Dourdil-Exp. de Pintura e Desenho:Palácio Galveias

(...) Na pintura, um dos elementos fundamentais é a cor. A relação formal entre as massas coloridas presentes em uma obra constitui sua estrutura básica, usando o olhar do espectador e propondo-lhe sensações de calor, frio, profundidade, sombra, entre outros.Estas relações estão implícitas na maior parte das obras de Luís Dourdil. Sente-se uma passagem perfeita dos primeiros aos últimos planos, e atinge-se o acordo entre a figura humana e a insolvência atmosférica numa harmonia tão íntima num equilíbrio tão justo, que deixa de ser necessário o contorno que individualiza a figura, para que seja amortecido o rigor do contacto entre o sólido e o fluído"...

Rui Mário Gonçalves In Luis Dourdil Pintura E Desenho/ Setembro de 1991.

Em 1966, foi o criador do selo de correio comemorativo do 2º centenário de nascimento de Bocage, selo que circulou até 1973.

(...) Dourdil na sua oficina de alquimista da paleta tem vindo, a fazer subtis,pacientes experiências.É dos que não dá um quadro por terminado.Cada um deles é uma tentativa "que lhe aconteceu", como diria Pessoa" Na suas telas objectiva o essencial,fugindo a qualquer significado,ao aliciamento do assunto,ao anedótico ilustrativo, principalmente (e nisto com austera humildade) ao narcisismo de cultivar a forma pela beleza formal.É nesse" essencial concentrado", como lhe chamo, que ele procura todo o abstracto que a arte pode conter.(...)

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