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El Aquelarre

Francisco de Goya

El Aquelarre

Francisco de Goya
  • Título Original: El Gran Macho Cabrío o brujas sábado
  • Data: 1821 - 1823
  • Estilo: Romanticism
  • Séries: The black paintings
  • Gênero: pintura mitológica
  • Mídia: oil, canvas
  • Dimensões: 438 x 140 cm
  • Ordem
    de reprodução

O quadro El Aquelarre, ou El Gran Cabrón ("O grande Bode") é uma do conjunto das pinturas a óleo chamadas Pinturas Negras com as quais Francisco de Goya decorou os muros da sua casa, chamada a Quinta del Sordo. A série foi pintada entre 1819 e 1823.


Esta obra, junto com o restante das "Pinturas Negras" foi trasladada de reboco para tela em 1874-1875 por Salvador Martínez Cubells, por encomenda de Émile d'Erlanger, um banqueiro francês, de origem alemã, que tinha intenção de vendê-las na Exposição Universal de Paris de 1878. Contudo, as obras não atraíram compradores, e ele próprio as doou, em 1881, ao Museu do Prado, onde atualmente se expõem.


Esta pintura decorava o lado Sul do piso térreo da casa de Goya (a Quinta del Sordo). Após o seu traslado, a tela perdeu parte do seu comprimento pelo lado direito, a partir da mulher sentada na cadeira, pelo qual o eixo de simetria ficou deslocado respeito do original (o eixo de simetria que seria a mulher da saia preta e lenço branco, a cujos lados se mostram equidistantes as duas manchas pretas do bode ou Satanás e a mulher da cadeira). Assim, o grupo de bruxas fica descompensado num volume uniforme sem o espaço que ficava vazio à direita.


Era o Aquelarre o motivo central da sala, enchendo a tela inteira do lado Sul entre duas pequenas janelas. Defronte figurava um óleo de similar formato: "A romaria de Santo Isidro".


Os personagens principais (a mulher sentada na cadeira e o Cabrão) têm o rosto oculto. De acordo com a interpretação de Nigel Glendinning, o Cabrão (="bode"), que representa o demônio e tem a boca aberta, estaria dirigindo a palavra à jovem, que pelo jeito está sendo postulada para bruxa. O restante das figuras, além disso, olham para o Cabrão, pelo qual parecem escutar as suas palavras, exceto a que aparece de costas em primeiro término, com mantela de noviça, que olha para a jovem.


Todas as figuras têm aspeto grotesco e seus rostos são fortemente caricaturados, até ao ponto de animalizar os seus traços. Por outro lado, a paleta é, como em todas as pinturas negras, muito obscura, com abundante uso da cor negra. Algumas manchas de branco muito veladas transluzem sombras também obscuras, e o restante da gama vai dos amarelos e ocres até as terras vermelhas com alguma pincelada a manchas azuis.


A aplicação da pintura é muito solta, grossa e rápida, buscando uma contemplação afastada. Contudo, aparecem linhas mais finas que contorneiam as silhuetas. Todos estes traços dotam o conjunto de uma atmosfera de pesadelo, de ritual ou cerimônia satânica, como corresponde ao tema.


Este tema já fora tratado por Goya em 1797-1798, num quadro de pequenas dimensões que fazia parte de uma série destinada a decorar o palácio da finca de recreio do Duque de Osuna e cujo título era também El Aquelarre.

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