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Marie Bracquemond

Marie Quivoron

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Marie Bracquemond (nome completo Marie Anne Caroline Quivoron) (Argenton-en-Landunvez, 1º de dezembro de 1840 – Paris, 17 de janeiro de 1916) foi uma pintora impressionista francesa, descrita por Henri Focillon, em 1928, como "uma das grandes damas do impressionismo", junto de Berthe Morisot, Eva Gonzalès e Mary Cassatt. A frequente omissão de seu nome dos livros de história da arte se deve aos esforços de seu marido, Félix Bracquemond, também pintor impressionista. Apesar de respeitar o talento da esposa como artista, ele discordava da forma como Marie utilizava as técnicas impressionistas, em especial as cores.

Marie não teve as mesmas oportunidades e a mesma família abastada que suas contemporâneas Cassatt, Morisot e Gonzalès. Ela aprendeu praticamente tudo sozinha e precisou lidar com o preconceito do marido e da sociedade em geral para continuar pintando.

Nascida em Argenton-en-Landunvez, em 1840, na região da Bretanha. Era fruto de um infeliz casamento arranjado entre seu pai, um capitão da marinha, que morreu logo depois de seu nascimento e de Aline Hyacinthe Marie Pasquiou, que casou-se com Émile Langlois, após enviuvar. A família saiu da Bretanha, mudando-se para vários lugares, até se estabelecerem em Étampes, ao sul de Paris. Marie teve uma irmã, Louise, nascida em 1849, quando a família morava em Ussel.

Marie começou a ter aulas de pintura e desenho ainda adolescente com M. Auguste Vassort, pintor e restaurador de quadros que costumava dar aulas de arte para moças. Seu talento era nato e já em 1857, um de seus quadros foi aceito no Salão de Paris. Por volta dessa época, ela conheceu o pintor Jean Auguste Dominique Ingres, que a orientou e apresentou a dois de seus estudantes, Jean-Hippolyte Flandrin e Émile Signol. Seu professor a preocupava. Assim ela escreveu:

Ela acabou por deixar o estúdio de Ingres e começou a receber encomendas, incluindo uma para a corte, da imperatriz Eugénia de Montijo para uma pintura de Miguel de Cervantes na prisão. Seu trabalho agradou tanto que ela foi levada até o Conde de Nieuwerkerke, diretor-geral dos museus franceses, para fazer cópias para o Museu do Louvre.

Enquanto estava ocupada, copiando os grandes mestres para o Louvre, ela foi vista por Félix Bracquemond, que se apaixonou por ela. Seu amigo, o crítico de arte Eugène Montrosier, arranjou uma maneira de apresentá-lo à ela, e desde então o casal era inseparável. Os dois noivaram por dois anos antes de casarem em 1869, apesar da oposição de sua mãe. Em 1870 nasceu seu filho Pierre, o único do casal. Devido à escassez de atendimento médico durante a Guerra Franco-Prussiana, em 1870 e durante a Comuna de Paris, a já fragilizada saúde de Marie se deteriorou depois do nascimento do filho. Muito do que se sabe sobre sua vida vem de uma não-publicada biografia, escrita por seu filho, intitulada, "La Vie de Félix et Marie Bracquemond".

Marie e Félix Bracquemond trabalhavam juntos no estúdio Haviland, em Auteuil, onde seu marido era o diretor. Seus quadros começaram a ser aceitos no Salão de Paris com frequência a partir de 1864. Através de seu marido, ela foi apresentada à mídia especializada e a artistas, bem como grandes mestres, como Jean-Baptiste-Siméon Chardin. Os trabalhos do pintor belga Alfred Stevens particularmente a encantaram. Entre 1887 e 1890, sob a influência dos impressionistas, Marie começou a mudar seu estilo. Seus quadros ficaram maiores, as cores se intensificaram e ela passou a pintar ao ar livre, para o desgosto do marido. Monet e Degas passaram a ser seus mentores. Muitos dos seus mais conhecidos quadros foram pintados ao ar livre.

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