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Liubov Popova

Любовь Попова

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Liubov Sergeyevna Popova (em russo: Любо́вь Серге́евна Попо́ва; 24 de Abril de 1889 – 25 de Maio de 1924) foi uma artista da vanguarda russa, cuja estética é transversal aos movimentos cubista, suprematista e construtivista, com trabalhos nos campos da pintura e do design. Foi também uma raridade no mundo essencialmente masculino da arte soviética.

Popova nasceu em Ivanovskoe, perto de Moscovo, no seio da família abastada de Sergei Maximovich Popov, um bem-sucedido comerciante têxtil e patrono das artes, e de Liubov Vasilievna Zubova, oriunda de uma família profundamente culta. Liubov Sergeyevna teve dois irmãos e uma irmã: Sergei era o mais velho, seguido Liubov, Pavel e Olga. Pavel tornou-se filósofo e guardião do legado artístico da sua irmã. Popova cresceu manifestando um profundo interesse pela arte, especialmente pela pintura do Renascimento Italiano. Aos onze anos começou a assistir a aulas formais de arte na sua residência, e por volta dos dezoito estudou conjuntamente com Stanislav Zhukovsky. Em 1908 foi admitida nos estúdios privados de Konstantin Yuon e Ivan O. Dudin.

Popova viajou frequentemente de modo a descobrir e aprender através de diversos estilços de pintura, mas interessar-se-ia sobretudo pelos icones antigos Russos, pelas pinturas de Giotto, e pelas obras dos pintores Italianos dos séculos XV e XVI.

Em 1909 viajou até Kiev e no ano seguinte a Pskov e Novgordo. Em 1911 visitou outras cidades antigas Russas, incluindo São Petersburgo, de modo a aprofundar o conhecimento sobre os icones. Em 1912 trabalhou num estúdio Moscovita conhecido pel'A Torre com Ivan Aksenov e Vladimir Tatlin, tendo também visitado a colecção de pintura Francesa moderna de Sergei Shchukin. Durante os anos de 1912 e 1913 estudou arte com Nadezhda Udaltsova em Paris, onde conheceu Alexander Archipenko e Ossip Zadkine. Depois de regressar à Rússia no final desse ano, trabalharia com Tatlin, Udaltsova e os Irmãos Vesnin. Em 1914 viajou para França e Itália, no período em que se começava a desenvolver o Cubismo e Futurismo.

Através de uma síntese de estilos, Popova trabalhou na procura do que ela designaria por "arquitecturas pintáveis". Depois de uma primeira incursão pela estética impressionista, por volta de 1913 na obra Composição com figuras, encontrava-se já a ensaiar com o ramo próprio Russo do Cubofuturismo: uma fusão das duas influências de França e de Itália.

A partir de 1914-15 a sua casa em Moscovo torna-se o ponto de encontro para artistas e escritores. Entre 1914 e 1916 Popova, em conjunto com outros artistas de vanguarda, como Aleksandra Ekster, Nadezhda Udaltsova ou Olga Rozanova, contribui para as exposições Valete de Ouros em Petrogrado e Eléctrico V e 0.10 em Moscovo.

A sua pintura O Violino, de 1914, sugere a evolução do cubismo em direcção à série de "arquitecturas pintáveis" de 1916-18. Esta série definiria a sua trajectória artística única em direcção ao abstraccionismo. A superfície da tela é um campo de energia de planos angulares que se intersectam e sobrepõem num estado constante de potencial libertação de energia. Ao mesmo tempo, os elementos são mantidos em equilíbrio e proporção, como se ligasse as composições clássicas com o futuro. A cor é usada como o foco iconográfico: a cor primária forte no centro da composição mantém as restantes formas agregadas.

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