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Franz Xaver Winterhalter

Franz Xaver Winterhalter

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Franz Xaver Winterhalter (Menzenschwand, 20 de abril de 1805 – Frankfurt, 8 de julho de 1873) foi um pintor germânico muito conhecido durante o século XIX por seus retratos da realeza europeia.

Winterhalter nasceu no vilarejo de Menzenschwand, na região da Floresta Negra, como o sexto filho de Fidel Winterhalter, um fazendeiro, e de sua esposa Eva Meyer, cuja família tinha antigas raízes na região. Apenas quatro das crianças sobreviveram à infância, e o pintor tornou-se muito apegado ao seu irmão Hermann, também um artista.

Depois de terminar o curso escolar no mosteiro de Blasien, Winterhalter deixou sua cidade em 1818 para estudar desenho e gravura com Karl Ludwig Shuler em Freiburg. Com dezoito anos mudou-se para Munique, patrocinado pelo Barão Eichtal, e em 1825 ganhou uma bolsa de estudos do Grão-Duque de Baden para aperfeiçoar-se na Academia de Arte de Munique, como discípulo de Peter Cornelius. Não se adaptou à metodologia do mestre, e passou para a orientação de Joseph Stieler. Neste período sustentava-se como litógrafo.

Contratado pela marquesa de Baden, Sofia, para dar-lhe aulas de desenho, entrou em contato com a corte, e em 1832 o Grão-Duque Leopoldo de Baden financiou uma viagem sua à Itália, onde ele se associou ao círculo de Horace Vernet, diretor da Academia Francesa na Itália, e começou a pintar cenas de gênero românticas. Voltando a Baden pintou retratos do Grão-Duque e de sua esposa e foi indicado pintor da corte.

Mas não demorou-se ali. Sua composição Il dolce far niente foi aceita no Salão de Paris e ele mudou-se para a capital francesa, onde nos anos seguintes permaneceu exibindo suas obras do Salão, sendo estimado como retratista e pintando membros da nobreza, inclusive a Rainha da Bélgica, Luísa Maria d'Orleães, e seu filho. Possivelmente esta obra foi o que atraiu a atenção da Rainha da França, Maria Amélia de Bourbon-Nápoles, e foi indicado pintor da corte francesa, tornando-se um nome da moda e realizando mais de trinta retratos para a família real. Com isso granjeou a reputação de especialista na pintura da realeza, sendo capaz de combinar verosimilhança de feições com a elegância e o luxo num estilo original.

Foi justamente o seu sucesso na esfera régia o que o condenou a construir sua carreira basicamente em cima da retratística, quando ele teria preferido reconquistar sua credibilidade entre seus pares pintores e a crítica, perdida quando sua associação com a nobreza se fortalecia. Contudo, mesmo a contragosto sua produção no gênero do retrato foi brilhante e tornou-o rico e célebre internacionalmente. Para a família real inglesa pintou nada menos do que cerca de 120 obras, muitas das quais ainda permanecem nas coleções reais e adornam os palácios da Inglaterra. As reviravoltas políticas na França não afetaram a sua carreira e ele permaneceu requisitado por todas as dinastias que se sucederam, até sua morte. De fato, sob Napoleão III sua fama cresceu ainda mais. Seu retrato da Imperatriz Eugênia foi um sucesso na Exposição Universal de 1853 e permanece como uma de suas obras mais conhecidas.

Em 1852 ele viajou à Espanha e pintou a Rainha Isabel II e também atendeu à família real portuguesa. De volta à França, membros da casa real russa solicitaram seus talentos, e assim ele se tornou um favorito das cortes da Inglaterra, Rússia, Alemanha, Espanha, México, Bélgica, Áustria, Polònia e França, com um prestígio entre a realeza que só se compara ao conseguido por Rubens e Van Dyck. Para atender a tantas demandas Winterhalter arregimentou muitos auxiliares, e a pressão só era aliviada em suas viagens de férias na Itália, Suíça e Alemanha, sua pátria, à qual permaneceu sempre muito ligado.

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