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A Liberdade Guiando o Povo

Eugène Delacroix

A Liberdade Guiando o Povo

Eugène Delacroix
  • Título Original: La Liberté guidant le peuple
  • Data: 1830
  • Estilo: Romanticism
  • Gênero: Pintura histórica
  • Mídia: oil, canvas
  • Dimensões: 260 x 325 cm
  • Ordem A Liberdade Guiando o Povo Reprodução da pintura a óleo
    Ordem
    de reprodução

A Liberdade guiando o povo (em francês: La Liberté guidant le peuple) é uma pintura de Eugène Delacroix em comemoração à Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. Uma mulher representando a Liberdade, guia o povo por cima dos corpos dos derrotados, empunhando a bandeira tricolor da Revolução francesa em uma mão e brandindo um mosquete com baioneta na outra. A pintura é talvez a obra mais conhecida de Delacroix.

No momento em que Delacroix pintou o quadro, ele já era o líder reconhecido da escola romântica de pintura francesa. Nascido durante a Era do Iluminismo, deixou-se levar pelas ideias e pelo estilo do romantismo, rejeitando a ênfase no desenho preciso que caracterizava a arte acadêmica de seu tempo, e valorizou a cor livre.

Delacroix pintou A Liberdade no outono de 1830. Numa carta ao seu irmão, datada de 21 de outubro daquele ano, escreveu: "O meu mau humor está desaparecendo graças ao trabalho árduo. Embarquei num tema moderno - a barricada. Mesmo que eu não tenha lutado pelo meu país, pelo menos pinto para ele". O quadro foi exibido pela primeira vez no Salão de Maio de 1831.

Delacroix retratou a Liberdade, como figura alegórica de uma deusa e como uma robusta mulher do povo. O monte de cadáveres funciona como uma espécie de pedestal, do qual a Liberdade se lança, descalça e com o peito meio descoberto, da tela para o espaço do espectador. Ela usa barrete frígio que se tornara símbolo da liberdade durante a Primeira República Francesa (1789-1794). Ela segura pelo mastro uma bandeira tricolor, que ocupa o eixo médio da tela. A pintura tem sido vista como um marco do fim da Era do Iluminismo, já que muitos estudiosos identificam o fim da Revolução Francesa como o início da Era Romântica.

Distinguem-se quatro outros personagens à beira da barricada. Há dois meninos de rua - um deles, usando uma boina e segurando duas pistolas, pode ter sido a inspiração para o personagem Gavroche, de Les Misérables de Victor Hugo; o outro, abaixado, quase rente ao solo, usa um boné de policial e segura uma espada. Há também um homem de cartola, o que sugere se tratar de um burguês, e, atrás dele, um proletário, usando uma boina e com um sabre na mão. Atrás, pode-se ver um estudante da prestigiosa École Polytechnique, identificado pelo tradicional bicorne. O que todos têm em comum é o olhar intenso e determinado. Ao longe, emergindo da densa névoa, veem-se as torres de Notre-Dame. A identidade do homem da cartola tem sido amplamente debatida. A sugestão de que seria um auto-retrato de Delacroix foi eliminada pelos historiadores da arte moderna. No final do século XIX, foi sugerido o diretor teatral Étienne Arago; outros têm sugerido o futuro curador do museu do Louvre, Frédéric Villot, mas não há consenso sobre este ponto. Os principais personagens se inscrevem dentro de um triângulo em cujo vértice está a bandeira. As cores predominantes são azul, branco e vermelho, que se destacam dos tons de cinza e marrom predominantes.

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