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Realismo socialista
Movimento Artístico

O realismo socialista foi o estilo artístico oficial da União Soviética entre as décadas de 1930 e 1960, aproximadamente. Foi, na prática, uma política de Estado para a estética em todos os campos de aplicação da forma, desde a Literatura até o Design de produto, incluindo todas as manifestações artísticas e culturais soviéticas (pintura, arquitetura, design, escultura, música, cinema, teatro, etc.).

O Realismo Socialista está diretamente associado ao comunismo ortodoxo e aos regimes de orientação ou inspiração stalinista.

Nos países da antiga União Soviética (notavelmente a Rússia, a Bielorrússia e a Ucrânia), o estilo do realismo socialista é tomado como sinônimo de jdanovismo, a estética oficial assim batizada em referência a Andrei Jdanov, comissário de Stalin responsável pela produção cultural e propaganda.

Durante a Revolução Russa, as vanguardas culturais e intelectuais também se debatiam e assumiam seus posicionamentos frentes à luta que estava posta. De um lado, havia a monarquia czarista, sustentada politicamente pela Igreja Ortodoxa e pela aristocracia, que adotavam um padrão estético acadêmico; do outro, um grupo político que propunha uma renovação geral, que trazia consigo uma revolução cultural e estética.

Sendo necessário fazer a propaganda revolucionária, num país com uma população majoritariamente analfabeta ou de baixo nível de escolaridade em 1917 (ver Likbez), aliada a deficiências materiais no campo das gráficas disponíveis, optou-se por cartazes com poucas palavras, poucas cores (basicamente, preto, branco e vermelho), elementos geométricos simples e uma linguagem icônica.

Outra característica exclusiva da cultura russa é o paternalismo muito acentuado de sua população. Desde os primórdios vikings, o monarca do Estado russo era apresentado como “Pai”, com a missão divina de comandar seus milhões de “filhos” (ou “Mãe”, no caso de Catarina, a Grande). O próprio czar Nicolau II, deposto em 1917, era chamado de “paizinho”. Em vez de destruir esse hábito, o regime de Stalin acabou por reforçá-lo e prolongá-lo, ao colocar o líder bolchevique como o novo “Pai” do povo russo.

Embora tardiamente, os jogos olímpicos realizados em Moscou em 1980 foram representativos da estética realista-socialista, principalmente em suas cerimônias e no design gráfico aplicado ao evento.

A União Soviética demorou a ter a mesma chance que os nazistas tiveram, 44 anos antes, de exibir seu sistema político-econômico em jogos olímpicos. Porém, os soviéticos prepararam este evento com um design extremamente limpo, prático, totalmente inserido em seu estilo estético.

O ilustrador soviético Victor Tchijikov, famoso por seus desenhos para livros infantis, acabou sendo o criador do ursinho Misha, que emocionou o mundo através de seus movimentos produzidos por um enorme mosaico de coreógrafos carregando placas coloridas, com movimentos perfeitamente sincronizados. Tchijikov levou seis meses para desenhá-lo, entre centenas de variações, e acabou finalizando em dezembro de 1977 o ursinho (que tinha até nome inteiro: Mikhail Potapich Toptygin).

Em 1980, o regime que imperava na União Soviética era o de Leonid Brejnev, alto funcionário eleito secretário-geral 16 anos antes e apontado por muitos como sucessor de Stalin. Se não na política, foi seu sucessor ideal em estética: Brejnev permitiu que a estética oficial continuasse por décadas aquela mesma do Realismo Socialista, que enfatiza a imponência do Poder Soviético – uma estética criada a mando do Partido para substituir o construtivismo caótico dos primeiros revolucionários.

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Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Realismo_socialista

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