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Lamentação sobre o Cristo Morto

Andrea Mantegna

Lamentação sobre o Cristo Morto

Andrea Mantegna
  • Data: 1475 - 1478
  • Estilo: Early Renaissance
  • Gênero: pintura religiosa
  • Mídia: oil, canvas, tempera
  • Dimensões: 81 x 68 cm
  • Ordem
    de reprodução

A Lamentação sobre o Cristo Morto (em italiano Lamentazione sul Cristo morto) é uma das mais notáveis pinturas do pintor italiano Andrea Mantegna. Trata-se de uma têmpera sobre tela (68x81 cm), pintada provavelmente entre 1475 e 1478 e conservada na Pinacoteca de Brera, em Milão.

A pintura é famosíssima pela figura do corpo de Jesus Cristo deitado, que tem a particularidade de seguir e olhar quem olha nos pés de Jesus. É reconhecida como uma das obras mais importante da Renascença italiana. Devido ao virtuosismo de perspectiva apresentado no quadro, a partir da técnica ilusionista, considera-se o enquadramento do espaço algo inovador para a época. Mantegna foi um dos primeiro a instituir este tipo de representação.

Há controversa a respeito do título exato da pintura, pois alguns historiadores da arte se referem a ela apenas como Cristo Morto.

A Lamentação de Cristo é um tema bastante comum desde a arte cristã da Alta Idade Média e do Barroco. A crucificação de Jesus, a retirada de seu corpo da cruz e a velação por seu amigos e familiares foram eventos retratados por diversos artistas ao longo dos anos. Embora remonte a um assunto já conhecido nas pinturas, trata-se de algo incomum para o período renascente. E, ao contrário da obra de Mantegna, a maior parte das Lamentações mostram um contato maior entre as pessoas de luto e o corpo de Cristo.

Há vestígios de uma carta escrita em 02 de outubro de 1506 para o duque de Mântua (pouco depois da morte do artista) em que o filho Mantegna menciona um "Cristo minimalista" em meio a trabalhos deixados pelo pai. Isto provavelmente data do ano de 1470. Neste caso, deve ter permanecido por um bom tempo no estúdio do artista e destinado a ornar seu próprio túmulo, na basílica de Santo André de Mântua. Quando foi encontrado pelos filhos de Mantegna, o quadro precisou ser vendido para pagamento de dívidas.

Durante Renascença, período de criação da obra, uma nova noção de individual estava sendo criada. A identificação fora instituída por meio do conhecimento baseado nas relações do indivíduo com o mundo em que vivia. Na época, buscava-se novas formas de conhecimento, enquanto as antigas eram questionadas ou reposicionadas. Este novo interesse na anatomia do corpo humano inaugurou também um debate sobre o relacionamento entre o corpo e a alma. Neste momento, a noção de corpo ideal foi fortemente explorada por artistas que representavam o humano. Deus passou a ser visto de modo mais íntimo a cada indivíduo.

Andrea Mantegna constrói a identidade individual no Cristo Morto através do conflito entre as diferentes formas de conhecimento. O corpo morto de Cristo, deitado sobre a Pedra da Unção, é o lugar em que deposita-se e discute-se o conhecimento. A imagem traz a representação de Deus e do corpo ideal, ao mesmo tempo em que denota a mortalidade do ser humano.

Olhando para dentro da obra o espectador se depara com um monstruoso espetáculo: um cadáver pesado, com uma aparência inchada, decorrida do exagero do minimalismo. À frente, estão seus pés enormes com duas chagas ocasionadas pelos pregos da crucificação; no canto esquerdo, lágrimas de duas pessoas que encaram a cena. São elas a Virgem Maria, estranhamente mais velha, e São João lamentando a morte. No entanto, há ainda uma terceira que encontra-se na parte superior, logo atrás mãe de Jesus, e que poderia ser Maria Madalena.

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