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Andrea Mantegna

Andrea Mantegna

Andrea Mantegna (Vicenza c.1431 - Mântua, 13 de setembro de 1506) foi um pintor e gravador do Renascimento na Itália. Foi o primeiro grande artista da Itália setentrional.

Mantegna nasceu na ilha de Cartura, perto de Vicenza, segundo filho do carpinteiro Biagio. Aos onze anos começou como aprendiz de Francesco Squarcione, um pintor de Pádua, cuja vocação inicial de alfaiate foi suplantada pela sua paixão pela arte clássica e antiga. Como seu compatriota Petrarca, Squarcione era fanático pela antiga Roma, tendo viajado pela Itália e talvez pela Grécia coletando obras de arte e desenhando-as e passando seus estudos adiante para 137 alunos que passaram por suas mãos. Mantegna foi seu pupilo favorito, tendo estudado fragmentos de esculturas romanas e também perspectiva. Mas com a idade de 17 anos deixou o mestre, reclamando depois de não ter recebido sua parte nas obras comissionadas.

Pádua era atrativa para artistas iniciantes tanto do Veneto quanto da Toscana, como Paolo Ucello, Fra Filippo Lippi e Donatello. Assim a carreira de Mantegna foi fortemente marcada pelos trabalhos da Escola Florentina. Seu primeiro trabalho comissionado foi uma peça, hoje perdida, para o altar da igreja de Santa Sofia, em 1448. No mesmo ano, junto com Nicolo Pizolo, trabalhou na decoração da capela Ovetari, da igreja dos Eremitas. Estas obras foram perdidas também, durante bombardeios na Segunda Guerra Mundial, em 1944, sobrevivendo apenas alguns estudos feitos para o afresco São Jerónimo ordena sua execução. Pode se ver que embora pareça, não é uma cópia de nenhuma obra clássica romana. Mantegna também adota o drapeado característico grego-romano nas roupas de suas figuras, embora a tensão e a interação se deva a Donatello. Os desenhos preparatórios provam que figuras nuas foram usadas na concepção dos trabalhos. Ele usava também um ponto de vista chamado olho do verme, que alargava e ampliava a cena, como se vê em Santissima Trindade com a Virgem e São João.

Enquanto o jovem prosseguia seus estudos, caiu sob a influência de Jacopo Bellini, pai dos celebrados pintores Gentile Bellini e Giovanni Bellini e da jovem Nicolosia, com quem Mantegna se casou em 1453. Ao mesmo tempo se desentendeu com seu antigo mestre Squarcione, que o criticou, levando-o a deixar Pádua, passando o resto de sua vida entre Verona, Mântua, Roma e provavelmente Veneza. Em Verona pintou uma Madona com anjos e santos para o altar da igreja de São Zeno Maior.

O Marques Ludovico Gonzaga de Mantua convidou Mantegna em 1460 para ser o artista da corte pelo alto salário para a época de 75 liras mensais, sendo o primeiro artista eminente a residir em Mântua. Sua obra maior do período foi pintada num aposento do castelo, hoje conhecida como Quarto dos esposos, uma série de afrescos que incluiam retratos de membros da família Gonzaga, terminada provavelmente em 1474. Os anos que se seguiram não foram felizes, a morte do filho Bernardino, de Ludovico, de seu sucessor Frederico, que o nomeara cavaliere, e seu caráter irritável lhe traziam dissabores. Mas a eleição de Francisco II Gonzaga trouxe novo alento aos artistas. Mantegna comprou uma casa espaçosa perto da igreja de São Sebastião e a decorou com um excesso de pinturas e também obras da época doImpério Romano.

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