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Abbas Kiarostami

عباس کیارستمی

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Abbas Kiarostami (em persa: عباس کیارستمی, Teerã, 22 de junho de 1940 — Paris, 4 de julho de 2016) foi um poeta, cineasta, roteirista, produtor e fotógrafo iraniano. Obteve diversos prêmios internacionais, dentre os quais se destacam a Palma de Ouro de 1997, pelo filme Gosto de Cereja, e o Leão de Ouro do Festival de Veneza de 1999, por O Vento nos Levará.

Após concluir a licenciatura em Belas-Artes pela Universidade de Teerã, resolveu dedicar-se à cinematografia, primeiro como assistente de direção, depois como diretor.

Em 1966, convidado por Ebrahim Forouzesh (n. 1939), diretor do Kanun (Instituto para o Desenvolvimento Intelectual da Criança e do Adolescente; em parsi, Kānun-e Parvareš-e Fekri-e Kudakān va Nowjavānān), Kiarostami assumiu o departamento de cinema da instituição. O Kanun, criado pela Shahbanu Farah Diba, a esposa do Xá Reza Pahlevi, inicialmente para produzir livros infantis, acabou por envolver praticamente todas as áreas da produção cultural iraniana. Mas será no departamento de cinema que a instituição produzirá seus resultados mais notáveis - mesmo (e sobretudo) depois de 1979, ano em que ocorre a Revolução Islâmica.

Em 1970, Kiarostami estreia como realizador com o curta Nan va Koutcheh (O Pão e o Beco). Rapidamente, o cineasta se destaca, combinando um tratamento realista e, ao mesmo tempo, poético da sociedade iraniana. Em Mossafer (O Viajante, 1974), constrói uma brilhante parábola sobre um rapaz que abandona a sua aldeia natal e percorre sozinho perto de 500 quilómetros para ir assistir a um jogo de futebol em Teerão.

Contudo, o filme que projetou a sua carreira em nível internacional foi Khane-ye Doust Kodjast? (em Portugal, Onde é a Casa do Amigo?; no Brasil, Onde Fica a Casa do Meu Amigo?), de 1987, que narra a história de um menino do vilarejo de Koker que foge de casa para procurar um companheiro de turma, numa aldeia vizinha, na ânsia de lhe devolver um caderno. A partir daí, os filmes de Kiarostami passaram a ser presença constante em grandes festivais de cinema: Zendegi va digar hich - em português, Vida e Nada Mais (...E a Vida Continua), de 1991, - em que um cineasta e seu filho viajam de Teerã para o vilarejo de Koker, duramente atingido pelo terremoto (sismo de 1990), em busca de sinais de vida dos dois jovens atores do filme anterior - Onde Fica a Casa do Meu Amigo?. Em "Através das Oliveiras", de 1994, o cineasta retoma uma ramificação do trabalho anterior. No filme, um diretor de cinema deve escolher atores para um filme (justamente "E a Vida Continua"). Ele encontra um rapaz e uma moça que farão o papel de marido e mulher. Na vida real, porém, os dois se amam, mas há um obstáculo: eles são de classes sociais diferentes. A moça sabe ler e tem casa; o rapaz é analfabeto e mora em uma tenda (sua casa fora destruída pelo terremoto). Ao colocar a tensão que marca a relação entre os dois namorados, Kiarostami está, obviamente, falando do Irã, da tensão entre a tradição (casamento arranjado, impermeabilidade das classes sociais) e de uma modernidade possível. É por volta dessa época que seus filmes deixariam de ser exibidos nas grandes salas de cinema do Irã.

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